Aos olhos do freguês

Na minha incansável missão de fazer meus filhos gostarem de ler, esses dias lancei mão de uma nova tática: peguei furadeira, parafusos e pregos e parti para a ação! E ninguém precisa se assustar, viu? Não resolvi colocar em prática alguma experiência louca com as crianças. Apenas criei um cantinho de leitura no quarto deles, deixando tudo mais colorido e atraente. O resultado?

Nem eu tinha ideia da enorme quantidade de livros que nossa biblioteca já tem! Tirei tudo de dentro de uma caixa de madeira, onde ficavam escondidos, e trouxe para uma estante. Optei também por não colocar todos empilhados, lado a lado. De propósito, arrumei como se fosse uma vitrine. Agora, gibis, livrinhos, livrões e cadernos de colorir convivem em harmonia, ao alcance das mãos do Rafa e da Juju.

E que diferença! Agora é impossível eles entrarem no quarto ou irem para a cama sem passar pela nossa biblioteca. É nítida a diferença do comportamento deles em relação à leitura: muitas vezes entro no quarto e me deparo com cenas lindas como essas!

São pequenas atitudes que fazem uma enorme diferença nesse longo – e recompensador! – caminho pelo mundo da leitura. Quer contar pra gente alguma experiência sua que tenha dado certo em casa? Vamos compartilhar!

Sistema de leitura interativo: Tag, do Leapfrog

Toc, toc, toc, tem alguém aí ainda?

A equipe do Conta sumiu, né? Estivemos enroladas e ocupadas com a vida, com trabalho, e acabou que o blog ficou parado nesse tempo. Mas aos poucos retomamos as postagens normalmente, vocês vão ver.

Hoje eu tô aqui pra falar de um tipo de livro bem bacana que tem aqui na América do Norte. Logo que me mudei pro Canadá, em 2007, minha filha ganhou um desses de presente e eu fiquei boba. O Tag, do Leapfrog, é um sistema de leitura interativo. O livro, que parece um livro comum, vem acompanhado de uma caneta. O impressionante é que a caneta narra o livro todo, e também “fala” as palavras quando você aponta pra uma específica, ou pra uma ilustração.

A caneta funciona com pilhas comuns e quando você compra um livro Tag, você tem que baixar a história pelo site e conectar a caneta no computador pra carregar a história no dispositivo.

Eu confesso que fico pasma e besta com a tecnologia. Deve ter alguma coisa nas folhas do livro, algum tipo de sensor, sei lá. Eu não sei como eles fazem isso, só sei que achei genial. É uma ferramenta super legal para as crianças que estão aprendendo a ler, porque elas podem apontar pra uma palavra, ver a grafia e ao mesmo tempo ouvir o som da palavra.

A melhor forma de entender como o sistema funciona é vê-lo funcionando, então fiz um vídeo da minha filha “lendo” com o Tag:

É como se fosse uma leitura compartilhada, só que não, né? Acho tão importante ler pra criança, seguir as linhas com o dedo, é praticamente a mesma coisa que o Tag faz. Aqui em casa só temos 2 livros do tipo, o resto são os livros que nós conhecemos, “analógicos”, que precisam de ação humana para serem lidos. :)

Não achei o Tag à venda nos sites brasileiros, acho que ainda não fizeram por aí. Taí uma ideia que seria super legal de ser importada, não?

Lendo e desenhando

A gente tem falado muito aqui como nós, mães, fazemos de tudo para ver os filhos com um livro na mão, um sorriso nos lábios e muitas ideias na cabecinha. Para isso, usamos qualquer estratégia disponível. Mas, pra variar, muitas vezes eles é que nos ensinam o caminho das pedras.

Olhe ao seu redor. Observe. Tem alguma coisa que eles fazem o tempo todo, com prazer, sem você precisar mandar? Então bingo! Aqui em casa, o desenho é o preferido das horas vagas. E empata com a TV, porque eles podem fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Melhor ainda se os livros também puderem fazer parte da brincadeira, certo? Continuar lendo

Quando a televisão é aliada

O consenso diz que televisão e livros não andam de mãos dadas. Pelo contrário, que talvez o excesso de televisão até contribua para que as crianças se afastem dos livros. Como mãe, vivo me questionando sobre os períodos prolongados em frente da telinha. Minhas filhas tem preferência sim pela televisão, e acho que é até normal isso, mesmo que infelizmente.

Sem querer entrar no debate da televisão, penso que, às vezes, ela pode ser uma forte aliada dos livros. Quer um exemplo?

Como não moramos no Brasil, faço questão de comprar livros em português e apresentá-las a nossa cultura e literatura. Comprei dois livros do Monteiro Lobato. Quer mais clássico do que isso? Os livros escolhidos foram: Fábulas e Histórias Diversas.

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Vale tudo!

Acho que as mães já estão mais do que acostumadas a fazer malabarismo. Inventam moda para a criançada comer legumes, se viram para convencer o moleque a entrar no banho, apesar dele jurar que não suou o dia inteiro, e tiram paciência da manga todos os dias para todo mundo ir para a cama no horário combinado. Então, não é de se espantar que a gente também tenha os nossos truques para convencer a galerinha que ler é uma aventura deliciosa, certo?

Aqui em casa, o foco tem sido estimular a pequena (ou nem tão pequena assim…) Juju, de cinco anos. Ela está começando o processo de alfabetização, mas desde cedo o negócio é colocá-la em contato com os livros. O que tem funcionado até agora? Unir o útil e agradável e pedir uma ajudinha deles para ela fazer o que mais gosta: desenhar! Continuar lendo