Essa semana assisti o filme “Billi Pig”, produção brasileira com Selton Mello, Grazi Massafera e Milton Gonçalves. Foram bons minutos em que um discreto non sense tomou forma e conseguiu, mais do que entreter, fazer dar boas risadas. No filme, o meu eterno galã favorito Selton Mello é um corretor de seguros casado com uma mulher maravilhosa, a Grazi Massafera, mas não sabe muito bem o que fazer com isso. A beldade tem um brinquedo de estimação: o porquinho que dá nome ao filme e que é, aliás, bem feioso. Não demora para ela estabelecer contato oral com o porco de brinquedo, fato insólito, mas que no decorrer do filme se torna corriqueiro. Pensando bem, nada tão absurdo, pois quem não conversa com sua própria consciência? Procuro motivo para ter gostado tanto do filme. Sem dúvida o elenco é uma boa razão : Milton Gonçalves, Marília Pêra, Cássia Kiss entre outros estão nele também. No entanto o que e encanta é a ingenuidade pueril da linda mulher e a lógica completamente infantil e divertida do meu galã: Dê uma olhada no trailer, há uma cena dele fazendo o famoso “moonwalk” de Michael Jackson, que no contexto do filme fica ainda mais engraçada.
Foi nessa semana também que o encantador livro “Maneco Caneco Chapéu de Funil” voltou para casa. Estava emprestado. No livro da Editora Ática, escrito e ilustrado por Luís Camargo, existe uma dedicatória dizendo que foi por mim comprado na Livraria Cultura, há 3 anos, num desses passeios em que saímos de São José dos Campos e fazemos programas antes típicos da nossa vida paulistana.
Assim que o livro chegou, as crianças se interessaram novamente em lê-lo. Ele possui características que são ótimas para leitores preguiçosos sucumbirem: Letras grandes, ilustrações claras que fazem um passo a passo da história, frases gostosas como “Nem um nadica de nada” que se repetem, versos que viram musiquinha e um final divertido e inesperado. Tão interessante quanto ver um boneco surgir de objetos comuns de uma cozinha e lavanderia é tentar imaginar como é que se canta, e também cantar para os pequenos, a tal música que o autor propõe no meio do livro. E se divertir pedindo a cada um cantar ao seu modo.
Muito bem, mas afinal, o que há em comum entre os dois, livro e filme citados? Em ambos encontramos porcos. Mas isso é só um ponto. Tanto o livro como o filme serão melhor aproveitados se a eles dedicarmos nosso puro e descompromissado olhar infantil.

Que ótimo, curti! Vou virar frequentador do seu blog. Abraços deste cordelista santista-joseense…!
Muito obrigada, visita ilustre, não é de hoje que voc6e entende e se dá bem com as palavras
bjo da santista-paulistana-joseense (adorei)
tita
O filme assisti ontem e Tb gostamos muito…o livro ficou a dica já que esta semana é a ” semana da biblioteca” na escola da Sophia e cada dia ela esta trazendo um livro do acervo escolar para ser lido e devolvido no dia seguinte….e como ela escolhe sozinha durante o horário escolar tem vindo livros hilários e ela ta sentindo-se toda toda…
Final de semana passado, num passeio habitual por um shopping daqui, entramos na feira do livro…vários autores divulgando seus trabalhos de todos os gêneros..tal meu espanto quando aviso Sophia toda prosa com uma autora de um livro de contos eroticos… A Sophia indagando a mulher e a dita cuja toda sem graça…demorei uns minutinhos para dispersar a Sophia e claro que também fui entupida de perguntas da pequena curiosa sobre o tal livro …. Feira do livro legal, mas sem seção definida sobre tema nunca mais !!!
també gostou do filme, ne, Queli estrelinha
Que história mais doida essa de contos eróticos misturado com tudo lá!
mas é fato que sempre temos de estar de olho ao que chega nas mãos das nossas crianças!
um beijo!
tita
Curti muito, Tita! Dar um olhar descompromissado às coisas, como fazíamos na infância, tira as expectativas de sermos sempre surpreendidos com algo espetacular, e nos faz enxergar a simplicidade e, mais ainda, como ela pode ser divertida!
Beijos e parabéns pelo post!